Como Identificar Os Seus Minerais Em 10 Passos

Passo 1: Pegue seu mineral

Créditos da foto: Andrew Alden

Aprender a identificar minerais é como aprender a cozinhar. Você começa seguindo alguns procedimentos passo a passo e olhando um monte de coisas. Mas depois de um tempo você percebe algumas regularidades, vai se familiarizando com aspectos comuns, comete alguns erros produtivos, e vai melhorando até se tornar fácil e divertido.

Outro caminho para a identificação de minerais é fazer igual os profissionais que fazem cursos para aprender a usar aparelhos caros e complexos e estudam até dominar o assunto. No entanto, amadores podem facilmente lidar com a maioria dos minerais comuns utilizando apenas simples ferramentas.

A primeira coisa a se fazer é observar e testar seu mineral. Use a maior amostra do mineral que você tiver, se possuir muitas amostras tenha certeza de que elas são o mesmo mineral. Examine todas as propriedades do seu mineral que serão vistas a seguir, e anote os resultados. Depois disso, você estará, finalmente, pronto para levar suas informações ao lugar certo.

 

Passo 2: Dureza

Escala de dureza de Mohs

Dureza é a medida da resistência que o mineral tem de ser riscado. Minerais difíceis de serem riscados são considerados “duros”. Para fazer o teste de dureza do seu mineral, você deve riscar a superfície do mineral com a de um outro que já se tenha a dureza conhecida. Mineralogistas usam a escala de Mohs como referência de dureza dos minerais. Esta escala lista minerais comuns na ordem de suas respectivas durezas relativas. Você pode usar os minerais da escala para testar a dureza de um mineral desconhecido.

Como você pode ver, diamantes tem dureza 10 na escala de Mohs. Diamante é o mineral mais duro de todos, o que significa que nenhum outro mineral pode riscar um diamante. O quartzo tem dureza 7, então pode ser riscado pelo topázio, coríndon e pelo diamante. Ele irá riscar minerais como a fluorita, que tem um menor número de dureza na escala de Mohs.

Suponha que você tenha um pedaço de ouro puro para fazer o teste de dureza. A calcita poderia riscar o ouro, mas a gipsita não, pois esta tem dureza 2 e a calcita 3. O que poderia significar que o outro está entre a dureza da gipsita e da calcita, ou aproximadamente 2,5 na escala de Mohs. Uma dureza de 2,5 significa que o ouro é um mineral relativamente macio. Tão duro quanto sua unha.

Como observado na figura acima, na falta de um mineral com dureza conhecida, o que se pode fazer é utilizar objetos ou coisas que tenham a dureza conhecida como a própria unha (2,5), uma moda de cobre (3,5), uma faca ou placa de vidro (5,5), um parafuso de aço (6,5) e até mesmo a broca de furadeira (8,5).

 

Passo 3 – Brilho

Créditos da foto: Andrew Alden

 

O brilho descreve o modo que a luz é refletida na superfície do mineral. Você pode descrever diamantes ou piritas como brilhantes, mas os mineralogistas tem um jeito especial de descrever o brilho de um mineral. Primeiramente, eles dividem os minerais de brilho metálico e não-metálico. Os minerais como a pirita que são opacos e brilhantes possuem um brilho metálico. Os de brilho não-metálicos, além de não se parecerem com metais, existem uma variedade de tipos que, dentre os quais, seis dos principais estão descritos na tabela a seguir:  

Alguns tipos de brilho não metálicos 

 

Passo 4 – Cor

A cor é provavelmente a propriedade mais fácil de se observar. Infelizmente, é muito raro você identificar um mineral só pela sua cor. Ela constitui uma das propriedades físicas mais importante dos minerais, refletindo a natureza da interação da radiação eletromagnética da região do visível com os elétrons dos átomos, moléculas e íons dos cristais e do sistema cristalino como um todo. Em mineralogia, a cor é uma das primeiras propriedades diagnósticas dos componentes naturais de um mineral.

As cores das gemas e das pedras preciosas e semipreciosas são uma das suas principais características qualitativas. São feitas distinções entre a cor dos minerais em cristais individuais e aglomerados de minerais, a cor dos minerais em laminas delgadas transparentes (sob o microscópio), a cor dos minerais em seções polidas (luz refletida), e a cor do traço dos minerais (a cor do pó do mineral).

Três grupos principais de minerais são identificados com base na propriedade cor: Idiocromáticos, Alocromáticos e Pseudocromáticos.

  • Idiocromáticos: São minerais “auto coloridos” devido suas composições químicas. A cor é um componente constante e previsível destes minerais. Exemplos: Azuritas (azuis), Cinábrio (Vermelho), e Malaquita (verde).
  • Alocromáticos: Minerais que podem ter cores variadas devido ao traço de impurezas nas suas composições e/ou até mesmo defeitos nas suas estruturas. Neste caso, a cor é um componente variável e imprevisível deste grupo de minerais. Exemplos: o azul nas Amazonitas (Ortoclásio), o amarelo no berílio, e rosa no Quartzo rosa.
  • Pseudocromáticos: São minerais que possuem cores falsas por difratarem a luz. Desta forma, a cor, apesar de variável, é uma propriedade única do mineral. Exemplos: Cores produzidas por opalas preciosas e a labradorescência da labradorita.

 

Passo 5 – Traço

O traço é a cor do pó de um mineral. Para fazer o teste do traço, basta você passar o mineral sobre a superfície de uma placa de porcelana não esmaltada. A placa de porcelana é mais dura que muitos minerais, o que faz com que eles deixem um traço de pó sobre a placa ao ser riscado por ela. A cor do traço é, na maioria das vezes, diferente da cor dos minerais. Se você fez o teste em uma pirita amarela cor de ouro, você provavelmente terá observado um traço escuro. Este traço escuro está lhe dizendo que aquele mineral não é ouro, porque ouro tem um traço colorido cor de ouro.

O traço é uma propriedade mais confiável do que a própria cor dos minerais. A cor de um mineral pode variar, mas o seu traço não varia. Além disso, minerais diferentes podem apresentar a mesma cor, mas, ter traços diferentes. Por exemplo, amostras de hematita e galena podem ambas apresentarem cores cinza escuro, mas a hematita deixará um traço vermelho na porcelana e a galena um traço cinza.

 

Passo 6 – Forma Cristalina e Hábito Mineral

 

O termo hábito cristalino descreve o padrão de crescimento preferencial que um cristal de um mineral tem, seja individualmente ou em conjunto. Isto pode ter pouca relação com a forma de um único e perfeito cristal de um mesmo mineral, o qual poderia ser classificado de acordo o seu sistema cristalino. Ou seja, minerais pertencentes ao mesmo sistema cristalino não exibem necessariamente o mesmo hábito. No entanto, é frequentemente observado no hábito dos cristais uma sútil evidencia de seu sistema cristalino.

A terminologia usada para descrever hábitos cristalinos não pretende substituir a nomenclatura precisa da cristalografia. Pelo contrário, objetiva ser um complemento para este sistema.

Discussões sobre hábitos cristalinos são mais descritivas do que precisas; por esta razão a terminologia é adequada à discussão de amostras descobertas no campo. E na maioria dos casos, espécies minerais encontradas em campo raramente são qualitativamente perfeitas.

 

Passo 7 – Clivagem e Fratura

A clivagem é a maneira como o cristal tende a se quebrar. Muitos minerais se quebram ao longo de planos ou clivagens em uma direção (como as micas), outros em duas direções (como os feldspatos), e alguns em três direções (como a calcita), ou mais (como a fluorita). Alguns minerais, como o quartzo, não possuem clivagem. A clivagem é uma propriedade resultada da estrutura molecular dos minerais, e está presente mesmo quando minerais não formam bons cristais. A clivagem também pode ser descrita como perfeita, boa, ou pobre.

A fratura é uma quebra não planar. As duas principais formas de fratura são a conchoidal (formato de conchas, como no quartzo) e a desigual ou irregular. Minerais metálicos podem ter um tipo de fratura rugosa (chanfrada). Um mineral pode ter uma clivagem boa em uma ou duas direções mas ser fraturado em outras direções.

Para determinar clivagem e fratura, você precisará de um martelo e uma superfície segura para colocar os minerais. Portar uma lupa será muito conveniente, mas não um requisito. Cuidadosamente, quebre o mineral e observe os formatos e os ângulos dos pedaços. Podem estar quebrados em folhas (uma clivagem), estilhaços ou prismas (duas clivagens), cubos ou romboedros (três clivagens) ou qualquer outra coisa.

Passo 8 – Magnetismo

Fonte: WikiHow

O magnetismo é uma propriedade distintiva de alguns minerais. A magnetita é o primeiro exemplo, mas alguns outros minerais podem ser fracamente atraídos por um imã, notavelmente a cromita e a pirrotita. Outra maneira de testar o magnetismo é vendo se o mineral atrai a agulha de uma bússola.

 

Passo 9 – Outras Propriedades Minerais

  • Sentir o gosto: É definitivo para a halita (mineral de sal), mas alguns outros minerais evaporíticos também podem ser distinguidos pelo gosto. Bastar tocar sua língua em uma parte fresca (não alterada) do mineral e em seguida você estará pronto para cuspir, depois basta sentir se tem gosto ou não. Não se preocupe com o teste de gosto se você não vive em uma área com estes tipos de minerais. E atenção! Tenha muito cuidado ao realizar este tipo de teste por causa dos minerais e substancias tóxicas, na dúvida, evite fazê-lo.

 

  • Verificar se o mineral efervesce: A reação de efervescência ocorre com alguns minerais carbonáticos ao serem atacados por testes com ácidos. Para este teste costuma-se usar o HCl (ácido clorídrico), mas, na ausência deste, pode ser usado vinagre.

 

  • Sentir o peso do mineral: Uma maneira informal de se “aferir” a densidade. A maioria dos minerais são cerca de três vezes mais densos que a agua, ou seja, eles tem uma densidade de aproximadamente 3. Desta forma, tente fazer uma relação entre o tamanho das suas amostras de minerais e seus pesos. A galena, por exemplo, é um mineral distintivamente pesado. Sulfetos e óxidos tendem a ser mais densos do que outros minerais.

 

Passo 10 – Procure

Agora você está pronto para identificar seu mineral. Uma vez que já observou e anotou todas essas propriedades, você pode levar sua informação a um livro de identificação de minerais, ou utilizar dos diversos recursos online disponíveis como websites de identificação mineral. Uma dica para praticar, procure começar identificando os minerais formadores de rocha que são os mais comuns de se achar e mais fáceis de se encontrar informação. Alguns exemplos: quartzo, ortoclásio, biotita, calcita, moscovita, hornblenda.

 

Fonte: WikiHow

 

Nota: O post veiculado acima é uma tradução livre da matéria feita pela GeologyIN.

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